15 de janeiro de 2016

Quem ama por amor

Não duvidei das vírgulas
Acreditei em cada gesto
Sonhei com nossa ilha
Mas acordei no deserto

Lamentei cada dia
quando senti o inverno,
de todas as palavras ditas
nada restou além do caderno

Mesmo suspirando no inferno
sei que vivemos um amor
talvez nossos olhares não eternos,
despertou os demônios dessa dor

Os abraços frios veneraram cada beijo
o toque sem arrepio roubou o desejo
O cuidado com espinho virou pesadelo
Nosso amor tão sozinho fugiu por desespero
    
Nos amamos com muito medo
Nos deixamos cheios de segredos
Nos entregamos sem conhecer
que quem ama por amor pode morrer 






 

  

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