12 de janeiro de 2016

Mãos dadas

Na pressa, sem regra fui no redemoinho
Na fissura do desejo me tornei mesquinho
Soltei meus sonhos na esquina da lamentação
Caminhei de mãos dadas, mas sozinho no coração

Mesmo sem sentido acreditei no vazio,
vazio da loucura, do beijo sem paixão
vazio do medo, da verdade e da solidão
Achei que de mãos dadas nada seria ilusão 

Mas sem tranca, sem cuidado
Fui querendo ficar de lado
e de mãos dadas não sentia nada,
não tinha respostas nem palavras

Na pressa, sem regra deixei a porta aberta
Por querer demais joguei minha alma incerta   
Por amar demais não sentia mais nada
Por não amar mais andei de mãos dadas


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