20 de novembro de 2015

Sem e com

Sem membros, pensamentos e lamentos
Sem nomes, sem registros e momentos
Em frangalhos com poucas palavras
Corro, fujo, sussurro as lágrimas amargas
Guardo, escondo os olhares
Protejo, amo os amores
Com roupas, marcas e sapatos
Grito, jogo, largo o peso pesado
Com anéis, jóias e corações
Mostro, esnobo, rasgo os palavrões

Sem pintura, cordas e molduras
Com frio, medo e culpa
Com vida, calafrio ando nua
Sem saltos, armas ou colete
Com coragem, e com o peito dolorido
Vou na busca eterna do fazer sentido



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