1 de dezembro de 2015

Alegria


Não sei como chegou, como partiu e como voltou
Acho que veio do nada, de algum lugar sem dor
Mas sei, senti e vi que passou por aqui
Mas olhei, respirei e sorri por ter ficado aqui
Não peguei nem segurei para falar
Não andei nem gritei para não assustar

Ela é preciosa por ser surpreendente
Muito rara para pessoas carentes
Ela é simples por encantar muita gente
Ela boa por nos fazer sorridente

Meu peito dançou quando ela apareceu
Meus olhos dormiram quando ela me envolveu

Para meus sonhos um momento de cantoria
Para meu corpo, um prazer, uma rebeldia
Para minha vida desejo que ela volte
Volta alegria para nortear meus dias





20 de novembro de 2015

Sem e com

Sem membros, pensamentos e lamentos
Sem nomes, sem registros e momentos
Em frangalhos com poucas palavras
Corro, fujo, sussurro as lágrimas amargas
Guardo, escondo os olhares
Protejo, amo os amores
Com roupas, marcas e sapatos
Grito, jogo, largo o peso pesado
Com anéis, jóias e corações
Mostro, esnobo, rasgo os palavrões

Sem pintura, cordas e molduras
Com frio, medo e culpa
Com vida, calafrio ando nua
Sem saltos, armas ou colete
Com coragem, e com o peito dolorido
Vou na busca eterna do fazer sentido



10 de abril de 2015

Nevoeiro de Aberrações


Futuro escuro que repele fantasmas
futuro amanhã, presente desse agora,
sonhos furtados que somem outrora
gritos sangrentos que desvanecem sem demora

Surgi a cada instante um futuro sem pretensão,
acompanhado das lágrimas e o medo da imprecisão
cambaleando nas promessas e incertezas desse mundão
Estamos condenados a viver na terceirização? 

No sistema muito filtrado, os sonhos e sorrisos são coptados,
no futuro incerto o presente é o extremo amputado 
Navegando em águas turvas nesse sistema conservado
como o futuro sobrevive ao presente escravo?

Sobrevivendo, resistindo e escapando
vivemos em um futuro desumano.

Vivemos o massacre  dos direitos
Mas acreditamos que juntos podemos dar um jeito


4 de março de 2015

Sem beira

Para onde vou?
Não quero ficar aqui
Não sei para onde ir
Mas preciso seguir

Para onde vou?
Não tenho passos marcados
Não sou soldado condecorado
Não sei desbravar o dia nublado

Por que estou aqui?
Fui trazida por estranhos
Amarrada pelos encantos
Largada com meus prantos

Por que ainda estou aqui?
Cansada de seguir sozinha
De mãos vazias e frias
Espero a luz, o amor e a companhia.


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