4 de maio de 2014

Armadilha

Sou violento quando permaneço em silêncio
Para não arrancar palavras sem sentimento
Sou perverso por ocupar alheios pensamentos
Maluco por espreitar da dor o movimento

Nessa fixação de punir e castigar
Sobrevivo de meias verdades para nada revelar
Mesmo sofrendo continuou a violentar

Aquecido com memórias antigas
emaranhado entre contos e mentiras
durmo sem esquecer da cruel armadilha.


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