17 de agosto de 2013

Desconheço

Suspenso, longe, distante de tudo
Me revelo ao sonho oculto.
Calejado de pensar suposições
chateado de querer soluções.

Angústia é a insonia do ermo
Suspenso, largado permaneço
Sem prazer, sem gosto adormeço
no quarto, na colcha de retalhos faço o berço

Criança sendo adulto desconheço
Só sei que ontem foi o começo
da jornada cansativa que todos buscam o endereço
dos braços, do amigo aconchego.

Sem passos deixo as malas no simples beco
Vou embora a procura do adereço
Detalhe tão pequeno, mas que pago um caro preço
de não enxergar a alma do poeta travesso.


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