17 de julho de 2013

Do nada tudo ficou

Das ondas do mar apenas restaram sombras na areia
Do olhar negro e marcante sobrou a lágrima de uma sereia
Desse sentimento quase nada ficou
Salvaram-se poucas lembranças, passos tortos e a poeira na estante
Das cartas e recordações as palavras perderam-se no passado distante.
Dos discos e livros as manchas permaneceram, o mofo, a traça deixou o mal cheiro
Mas mesmo assim na cama, no banheiro cada parte da casa tinha o perfume teu.
Aroma solto sem rédias ou correntes, a saudade invadia meu corpo, ficava fixado na mente.
Das músicas do rádio, das noites e devaneios, as marcas não sumiram só floresceram.
Dos sonhos sentia raiva e desespero, por amar o tão puro exagero
Do nada tudo ficou em mim
Caminhando no nada achei meu lar meu botequim.


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